01 — O que é
Uma lesão expansiva dentro da caixa craniana.
Os tumores cerebrais resultam da multiplicação desordenada de células no sistema nervoso central, formando uma lesão expansiva dentro de um sistema fechado, a caixa craniana. Todas as faixas etárias são acometidas — em crianças há predomínio do andar inferior do crânio (fossa posterior) e em adultos do andar superior (supratentorial).
Existem doenças herdadas geneticamente, como a neurofibromatose e a esclerose tuberosa, que favorecem o seu surgimento. As lesões são classificadas por suas características celulares — astrocitomas, oligodendrogliomas, ependimomas, meningeomas, neurinomas — e, hoje, também por caracterização molecular e genética, com o objetivo de individualizar o tratamento e traçar o prognóstico.
02 — Sintomas
Sinais de alerta
As manifestações mais frequentes são dores de cabeça de forte intensidade ou a mudança do padrão da cefaleia habitual; também podem surgir déficits progressivos e crises convulsivas:
- ACefaleia intensa ou mudança de padrão
- BAlterações motoras e sensitivas
- CAlterações visuais
- DCrises convulsivas
03 — Diagnóstico
Diagnóstico por imagem
A investigação inicia-se com exame de imagem — a tomografia e, mais detalhadamente, a ressonância do crânio. Após a cirurgia, o tecido retirado é analisado e o acompanhamento segue com observação neurológica e ressonância seriada.
04 — Tratamento
Conduta e tratamento
O tratamento geralmente inicia-se por procedimento cirúrgico, com o objetivo de coletar material para análise e, na maioria das vezes, realizar a retirada mais ampla possível com o menor acometimento neurológico:
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Ressecção microcirúrgica
Técnica microcirúrgica de precisão apoiada por neuronavegador, aspirador ultrassônico e monitorização neurofisiológica de potencial evocado sensitivo-motor para preservar áreas eloquentes.
- 02
Cirurgia acordada e biópsia guiada
Eletrocorticografia para identificar áreas cerebrais eloquentes e cirurgia com o paciente acordado; biópsias guiadas por estereotaxia ou neuronavegador quando indicado.
- 03
Terapias complementares
Após a análise do tecido, o tratamento pode ser complementado com radioterapia e quimioterapia, conforme o tipo tumoral.
O objetivo é a retirada mais ampla possível, com o menor acometimento neurológico do paciente.
