← Todas as especialidades
Vasculares

Cavernomas

Malformações vasculares de baixo fluxo do encéfalo e da medula, tratadas por microcirurgia quando sintomáticas.

Abordagem
Observação ou microcirurgia
Taxa de hemorragia
0,8–3,8% ao ano
Localização
60–80% supratentorial

01O que é

Malformações vasculares de baixo fluxo.

As malformações cavernosas — também conhecidas como angiomas cavernosos ou cavernomas — são malformações vasculares de baixo fluxo localizadas no encéfalo e na medula espinhal, formadas por um conglomerado de canais sinusoidais dilatados revestidos por células endoteliais. Os vasos carecem das camadas musculares e elásticas normais, e não há tecido neural no interior da lesão.

Podem ser esporádicos ou familiares. Os familiares são hereditários, de padrão autossômico dominante, correspondem a 30%–50% dos casos e frequentemente com múltiplas lesões, ao contrário dos esporádicos, comumente únicos.

Depois dos aneurismas, são a lesão vascular mais frequente do sistema nervoso central (10%–15% das malformações neurovasculares). Não há preferência de gênero; entre 60% e 80% localizam-se no compartimento supratentorial. A apresentação clínica é bimodal, mais comum na terceira e quarta décadas da vida.

02Sintomas

Um amplo espectro de manifestações

Pela variabilidade em tamanho, localização e propensão ao sangramento, os cavernomas causam um amplo espectro de sintomas, que mudam ao longo do tempo. As crises epilépticas são o sintoma mais frequente, pelo potencial epileptogênico dos produtos de degradação do sangue; os déficits predominam nos cavernomas do tronco encefálico:

  • ACrises epilépticas
  • BDéficits neurológicos focais
  • CHemorragias
  • DHidrocefalia (infrequente)

03Diagnóstico

Diagnóstico por imagem

O diagnóstico é mais difícil do que o de outras doenças vasculares, pois os cavernomas não são evidentes na angiografia. A tomografia simples é o primeiro exame quando há suspeita de sangramento, mas é limitada.

A ressonância magnética — com sequências T1, T2, gradiente eco e imagens ponderadas por suscetibilidade — é a ferramenta central, capaz de distinguir lesões em diferentes estágios de sangramento (agudas, subagudas e crônicas) e de auxiliar a navegação intraoperatória em lesões profundas.

04Tratamento

Conduta e tratamento

A presença de sintomas, a localização, a idade e o histórico de saúde são os determinantes mais importantes da conduta, que requer discussão multidisciplinar:

  1. 01

    Observação

    Manejo conservador favorecido para pacientes assintomáticos ou com risco pré-cirúrgico elevado.

  2. 02

    Ressecção microcirúrgica

    Tratamento de escolha. Indicada em hemorragias múltiplas, déficit neurológico ou convulsões progressivas, com planejamento por neuronavegação e métodos eletroneurofisiológicos. A remoção completa, com o anel de hemossiderina, evita sangramentos e focos epileptogênicos.

  3. 03

    Radiocirurgia estereotáxica

    Opção para lesões supratentoriais em locais desfavoráveis ou de alto risco cirúrgico. Não é recomendada para cavernomas do tronco cerebral.

A ressecção microcirúrgica é o tratamento de escolha.

Tem um exame ou uma indicação em mãos?

Quem avalia o seu caso é o cirurgião que conduziria a cirurgia.

Agendar avaliação

CDN

De volta à vida, com quem entende a sua.

Fale com quem vai conduzir o seu caso — a primeira conversa já é com a equipe que opera.

Centro Doria
de Neurociência

Atendimento

Onde estamos

Rua Teixeira da Silva, 54 — conjunto 73, Bela Vista, São Paulo — SP, CEP 04002-030

Seg. a Sex. — 08h às 18h

Como chegar

Responsável técnico: Dr. Hugo Doria · CRM-SP 118350 · RQE 48918

Dr. Hugo Doria nas redes

Copyright © 2026 CDN. Todos os direitos reservados

Agendar consulta